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2 de set. de 2010

Comer bem em Ushuaia

Um dos pontos altos de Ushuaia é que se come muito bem e barato (ao menos para os padrões paulistanos ...). Apesar do cordeiro ser uma das especialidades locais, não chegamos a prová-lo. Passamos os dias esquiando e o almoço, na montanha, consistia em lanches gostosos e rápidos. Não havia tempo a perder!!! Restava-nos o jantar. Entre os fantásticos peixes e frutos do mar e o cordeiro e a parrilla, optavamos pelos primeiros, já que mais leves.

A centolla era a estrela do cardápio, seguida de perto pela truta ao roquefort. Isso no cadápio do meu filho de 11 anos ... O meu já era mais eclético e incluia também camarões, polvo, mexilhões e quaisquer outros frutos do mar.

Elegemos dois restaurantes como nossos preferidos, o Tante Nina e o Volver (Av. Maipú 37). Ficamos bem frustrados por não termos conhecido o Tia Elvira, que estava fechado em férias (???? no meio da alta temporada???? oh well ...).

O Tante Nina é um restaurante "arrumadinho" numa esquina em frente ao Canal de Beagle. Ótima comida, bom serviço e linda vista. Aqui André comeu três vezes a truta ao roquefort, realmente, a melhor do gênero que já comi. Eu também experimentei a truta al limone e uma panelinha de frutos do mar e claro, comemos a centolla ao natural. Tudo muito bom. Vejam as fotos.


O Volver é um daqueles restaurantes com atmosfera rústica, cheios de antiguidades e recordações. Um caos agradável. Haviam inúmeras camisetas de rugby, o que despertou o interesse do André, que acabou por explorar cada canto do restaurante. Escolhemos este restaurante para jantar na noite de meu aniversário 4.0. Começamos com uma centolla ao natural. Como prato principal, André comeu outra centolla ao natural e eu, um polvo do Canal de Beagle a lagareiro. Muito tenro e saboroso. Tomei duas taças de champanhe e conta saiu mais barata do que gastaria para comer pratos semelhantes sozinha em qualquer restaurante de São Paulo. Voltamos mais uma vez e André comeu uma centolla gratinada com molho branco e eu uma paella. Mais uma vez, delícia!






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1 de set. de 2010

O retorno a Ushuaia

Ano passado visitamos Ushuaia, na Terra do Fogo, pela primeira vez. Gostamos tanto que resolvemos voltar. Lugar lindo, pessoas simpáticas, excelente comida, hotel com linda vista e serviço super atencioso e, a cereja do bolo, super barato!!!

Resolvemos ficar no mesmo hotel (leia sobre ele aqui) e não nos arrependemos. Vejam as fotos da vista do nosso quarto ... linda!!




A viagem foi planejada para podermos esquiar sete dias inteiros, já que meu filho não entende como conseguiu viver 10 anos de sua vida sem colocar um par de esquis nos pés e agora pretende tirar todo o atraso para desgraça do meu bolso ... rsrsrsrs

O Cerro Castor não nos decepcionou. Continua barato, vazio e proporcionando dias deliciosos de esqui. Desta vez contratamos uma aula particular para nós dois. Apesar de esquiarmos direitinho, eu tinha consciência de que precisavamos de algumas dicas para podermos nos aventurar com mais segurança pelas pistas vermelhas. E foi a melhor coisa que fizemos! E demos tanta sorte que nossa instrutora, a Belén, não era simplesmente uma boa esquiadora, mas a campeã sul-americana de todas as modalidades há anos!!! E uma fofa! Em cinco minutos ela identificou o que faziamos de errado e passamos a esquiar bem melhor com duas simples dicas. Ela nos levou nas pistas mais difíceis e até o pico da montanha. A partir de então, pudemos fazer tudo isso sozinhos.



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25 de jul. de 2009

Culinária Fueguina

A culinária de Ushuaia tem duas grandes estrelas, a Centolla e o Cordero.

A Centolla é uma espécie de caranguejo gigante (foto abaixo) encontrado em mares gelados e de grande profundidade. Nós resolvemos experimentar a Centolla ao natural, ou seja, somente fervida para ser comida com limão e normalmente servida como uma entrada. Meu filho e eu estavamos loucos para experimentar a Centolla. Somos apaixonados por frutos do mar ... André ama ostras desde os 6 anos (e não come tomate ... vai entender ...)!!! Fomos ao restaurante Tante Nina, um dos melhores de Ushuaia, para a tão esperada prova. Apesar de "entrada" a Centolla ao natural veio tão bem servida que o André desistiu de comer prato principal. Nós adoramos!

Já o Cordero Fueguino somente foi apreciado de longe ... não conseguimos experimentá-lo por falta de tempo e um pouco de preguiça, já que jantamos três noites no próprio hotel, que não oferecia esse prato no cardápio, por estarmos cansados demais. Mas tiramos uma foto dos corderos sendo preparados ...


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22 de jul. de 2009

Passeio noturno em Ushuaia

Enquanto planejava a viagem a Ushuaia eu li na internet sobre um passeio noturno com trenós puxados por huskies e snowmobiles, com jantar numa cabana em volta de uma fogueira. Na hora pensei que seria bem legal e que o André adoraria. Já saimos do Brasil certos de que teríamos que fazer o passeio e com a indicação, encontrada em pesquisas na net, de contratá-lo com a Nunatak.

Lá em Ushuaia verifiquei outras agências e todas cobravam o mesmo valor, então decidi fechar com a que havia visto na internet.

O transfer nos pegou no hotel por volta de 18h30 e fomos ao Centro Invernal Tierra Mayor. Lá nos juntamos ao restante do grupo, no total umas 20 pessoas. Nem todos pagaram pelos mesmos meios de transporte. Havia uma opção mais barata de trenós puxados por huskies e caminhada com raquetes de neve.

Eu e André fomos "designados" para irmos com o snowmobile e voltarmos no trenó. A saída foi bem organizada. Primeiro sairam aqueles com as raquetes de neve, depois os trenós e finalmente os snowmobiles. O pessoal com as raquetes seguiu direto para a cabana e já os trenós e snowmobiles passearam um pouco por um "circuito" para aproveitar melhor o transporte e não chegar tão rápido.



Infelizmente, nenhuma foto faz jus ao lugar: breu total, o céu hiper estrelado, uma lua cheia maravilhosa. Atravessamos uma planície até chegar ao ao pé das montanhas e ao início da mata.

Estacionamos os snowmobiles e caminhamos poucos metros por um caminho iluminado com tochas e encontramos nossa cabana.


Na verdade, esperava algo diferente. A cabana de toras de madeira era aberta sem teto. No centro dela, uma fogueira e em volta banco para acomodar as pessoas. Ao passar pela "porta" você descia uns degraus.

Na fogueira, espetnhos de frango e legumes era assados e o vinho quente era aquecido na panela (abaixo dos espetinhos na foto). O grupo foi encorajado a se apresentar e a conversar. Descobrimos que haviam 4 espanhóis, 2 argentinos, 1 inglês e todos os demais eram paulistas!!!

O pessoal da Nunatak tocou vilão e flauta e cantou, na sua maioria música andina, para desespero do André! Depois de ouvir o "show" de flauta, ele me disse: "mãe, nunca mais vou fazer você me ouvir tocando flauta doce ... é horrível!" hahahahaha

Para nossa sorte, um dos espanhóis era músico e tocou alguns rocks no violão. Também tivemos uma sessão de Garota de Ipanema, Leãozinho e Itapoã ...

Para o jantar, além dos espetinhos de entrada, serviram um cozido de lentilhas e paio e, como sobremesa, maças cozidas no vinho. Por último, o cozinheiro fez um café à moda local na fogueira mesmo. Horrível!!!! Pelo menos na minha opinião e na de outra paulista, uma argentina e uma espanhola ...

No final, fomos esperar que aprontassem nosso trenó e o André se plantou ao lado de um trenó para 2 pessoas, com medo de sermos colocados num para 4 pessoas. Deu certo. Pegamos um trenó sozinhos e ainda um condutor super legal.


Eu já mencionei que as fotos não mostram a beleza da noite. A lua cheia iluminava tão bem o vale que podíamos enxergar todas as montanhas nevadas ao nosso redor. Nosso condutor disse que além de ter nascido em Ushuaia, ele ia toda noite naquele vale e nunca tinha visto uma noite tão clara e lida como aquela.

Tirei essa foto da lua quando saimos da cabana, ainda em meio às árvores. Talvez vocês consigam imaginar ...


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21 de jul. de 2009

Ushuaia - Presídio

Presídio


O antigo Presídio de Ushuaia hoje concentra museus marítimo, do presídio e uma galeria de arte. Nós tinhamos muito pouco tempo, portanto, só visitamos uma pequena parte do museu marítimo, o presídio todo e uma sala da galeria de arte. Abaixo a entrada do museu, que na verdade não é muito inspiradora.

A visita ao Presídio compreende duas alas. A primeira delas foi restaurada e em cada cela o visitante vai conhecendo um pouco da história do lugar.

Uma cela com um boneco de prisioneiro batendo papo com o André:

O segundo pavilhão não foi restaurado e mostra como o lugar realmente era:

Na galeria de arte o que mais chamou atenção fooram os pinguins pintados a la cow parade:



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Canal de Beagle

Depois de passarmos a manhã no Parque Nacional Terra do Fogo, nosso taxista nos deixou na cidade. Fizemos uma breve visita ao Museu do Presídio, do qual falarei em outra postagem, e já fomos ao porto para o passeio de catamarã pelo Canal de Beagle.

Chegando no porto, você encontra diversas "casinhas" de operadoras diferentes vendendo o mesmo passeio. A diferença fica por conta do tamanho dos barcos e, consequentemente, duração do passeio.

Optei por um catamarã de tamanho médio, com capacidade para 60 pessoas e com o passeio de duração de 2 horas e meia, da Catamaranes Canoero. Haviam outros com capacidade para mais de 150 pessoas e barcos pequenos com capacidade para cerca de 20 pessoas, sendo que nesses pequenos o passeio leva uma hora a mais. Abaixo o catamarã escolhido. O guia era bem simpático, falava diversas linguas e conhecia muito bem não só as características e história da região, mas era muito bem informado sobre o Brasil e a França (países que tive oportunidade de ouví-lo discorrer sobre).


A vista da cidade conforme o catamarã vai se afastando é impressionante. A cidade tão pequena ao pé das montanhas geladas é uma bela vista.

Vejam na foto abaixo que o aeroporto local é no estilo do Santos Dummond ... cercado por água e ainda mais aflitivo já que a pista pode estar com gelo e/ou neve ...

Reárem num "rasgo" branco bem largo e outros dois menores mais ao centro da foto, todos na vertical. O mais largo era uma pista de esqui que fechou logo depois do Cerro Castor ser inaugurado 10 anos atrás. Os dois menores ainda existem, mas segundo o pessoal do hotel e o taxista são totalmente dispensáveis para o turista. Segundo eles, o lugar ainda sobrevive com os locais já que os preços são bem menores que no Cerro.
Este é o farol Les Eclaireurs, considerado o símbolo de Ushuaia. Eu me decepcionei um pouco, pois falavam que esse seria o ponto alto do passeio e acabei achando bonito, mas sem graça.


O catamarã se aproxima muito de uma pequena ilha onde vive uma colônia de leões marinhos. Impressionante a quantidade de animais e como chegamos perto deles (até mais que num zoológico).



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Um passeio pelo fim do mundo - Parte 2

Saindo do Trem do Fim do Mundo já estamos dentro do Parque Nacional da Terra do Fogo. Nosso taxista foi em direção ao Lago Roca fazendo pequenas paradas pelo caminho para melhor apreciarmos a paisagem e, é claro, fotografá-la. A foto abaixo mostra a Rota Nacional no. 3 coberta por neve.



Resolvi colocar um mapa para que as pessoas visualizem melhor onde fica Ushuaia. Eu também, antes de decidir ir para lá, sabia que a cidade ficava lá na pontinha da Argentina, mas não tinha noção de que a Terra do Fogo era uma ilha, da localização do Canal de Beagle, do Chile, etc. A linha que corta o mapa na vertical é a divisa entre Chile e Argentina. Ushuaia fica às margens do Canal de Beagle, que liga o Atlântico e o Pacífico. A região do Parque Nacional fica entre a cidade e a divisa com o Chile.


Exibir mapa ampliado

Chegando ao Lago Roca pedimos para descer e andar um pouco pelas margens do lago. Estava nevando, mas a pequena caminhada foi bem gostosa, apesar de, nas palavras de meu filho, eu ter caído num "pega trouxa". Pisei no que parecia a continuação normal do meu caminho, mas na verdade era uma fina camada de gelo coberta por neve encobrindo uma poça de lama ... delícia, minha calça ficou com uns 15 centímetro de barro ... sorte que eu estava usando galochas ... meus pés continuaram sequinhos e limpinhos ... Ufa!!! Caminhamos até uma Confiteria, onde tomamos chocolate quente e comemos churros recheados de doce de leite ... delícia!



Segundo nosso taxista, o Lago Roca tem águas verdes claras maravilhosas nos meses do verão. Na região, também no verão, você encontra facilmente raposas e coelhos. Só conseguimos ver patos no lago e, mesmo assim, pouquíssimos. Na beira do lago existem diversas instalações para camping e, segundo as informações, no verão o lugar lota.

Após nosso descanso, seguimos em direção a Bahia Lapataia. Nessa parte do Parque Nacional existem diversas trilhas, mas no inverno não pudemos fazer os percursos. Apenas ficamos vendo a paisagem e o filhão ficou afundando na neve super fofa. No verão dá para aproveitar muito mais o parque, mas ele não deixa de ser lindo no inverno e vale o passeio.



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18 de jul. de 2009

Um passeio pelo fim do mundo

Minha idéia inicial era esquiar uns 4 dias no máximo e fazer diversos passeios na região de Ushuaia. Meu filho amou tanto esquiar que acabamos indo ao Cerro Castor 5 dias e tendo apenas um dia para passeios. Resolvi conhecer o Parque Nacional da Terra do Fogo, incluindo o Trem do Fim do Mundo e, na parte da tarde, fazer o passeio pelo Canal de Beagle. Esse é o roteiro básico.

Ao invés de comprar uma excursão em ônibus ou van, optei por contratar um taxista, por um pouco mais do que pagaria pela excursão (eu e meu filho). O pessoal do hotel me indicou o taxista e negociou o valor. Assim tivemos mais liberdade e conforto.

Às 9h20 da manhã o taxista nos pegou no hotel e nos levou até a Estação de Trem para pegarmos o trem que partia às 10hs. No caminho, ele foi explicando sobre o Trem, o monte Susana e a lenda do rio Pipo.

A Terra do Fogo somente foi colonizada pela Argentina no final do século XIX porque os chilenos ameaçavam tomar conta da região. Como ninguém queria mudar-se para tal "fim de mundo" (Ushuaia é a cidade mais ao sul do mundo), a ocupação deu-se com a construção de um presídio. Os presos precisavam de lenha para aquecer o presídio nas baixas temperaturas do lugar e, então, surgiu o Trem do Fim do Mundo.


O passeio é feito no trem abaixo e a cada dia a locomotiva pode ser diferente. O passeio leva cerca de uma hora, com uma parada, chamada Estación Macarena. Uma gravação conta toda a história do presídio, da colonização do lugar, em 3 idiomas, espanhol, inglês e português. Um comentário: acho impressionante a baixa qualidade das traduções ... o português era muito sofrível!

Na única parada, descemos e pudemos observar melhor a cascata da macarena, cavalos que pastavam, a paisagem das montanhas e o cemitério das árvores. As árvores cortadas não cresceram de novo e seus olhos veem apenas tocos de troncos de árvore.






Ao final do passeio, nosso taxista nos esperava para nos levar ao Lago Roca e a Bahia Lapataia. Você tem opção de comprar o trem para a viagem de ida e volta, mas ele volta pelo extao mesmo caminho da ida. Não aconselho. Se seu tempo for apertado, eu pularia o passeio do Trem do Fim do Mundo, ao menos nessa época de inverno.




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