9 de fev de 2012

Victoria Falls sob vários ângulos

Antes do começar a relatar as aventuras relacionadas a Victoria Falls, cabe informar um pouco a ser repeito. As cataratas tem 1,7 km de extensão e em média 105m de altura. Fica localizada na fronteira entre Zambia e o Zimbabwe, no rio Zambezi. O seu nome local é Mosi-oa-Tunia, que significa "fumaça que troveja", já que você vê o spray de muito longe e escuta o barulho da água.

Esta foto aérea das cataratas abaixo dá uma boa idéia de sua magnitude e da impressionante  estrutura. O rio Zambezi é calmo e extremamente largo até chegar nas cataratas, daí sua extensão. Após as quedas, ele se torna muito estreito, cheio de corredeiras (excelente para rafting) e vai "zigzagueando" entre canions por quilômetros.


vejam no canto esquerdo o início do canion
Existem três maneiras de visitar as cataratas e nós fizemos as três!!! Primeiro a visita por terra. Você chega ao Parque Nacional, paga sua entrada e anda por trilhas que vão margeando o rio e as quedas. As trilhas se afastam um pouco do rio e retomam em frente às quedas. Você atravessa uma passarela e continua caminhando paralela às quedas até aproximadamente a metade da catarata. Daí o rio Zambezi continua a correr lá embaixo, já no canion. Do outro lado do canio está o Zimbabwe.








Nesses passeios das trilhas o hotel fornece pesadas capas de chuva contra o spray das quedas. Quando me falavam em spay eu imaginava um chuvisco. Na verdade, parece que você está embaixo de chuva relativamente forte. Impressionante! Sem a capa você fica completamente encharcado! Muito importante observar que não se deve fazer esse passeio de tênis ou botas (mesmo se imperméáveis), pois vão encharcar como se você tivesse entrado no rio! Lá na trilha quando você começa a sentir o spray chegando tem uma barraca onde alugam capas, guarda-chuvas e crocs por US$ 2 cada.




Nosso guia também levou um guarda-chuva para usar ao tirarmos as fotos. Não deu para usar minha Nikon D3100, e mesmo com uma Sony pequena e à prova d'água, sem estar embaixo do guarda-chuva não conseguia tirar as fotos direito por conta dos respingos na lente.

Saindo do Parque Nacional paramos no mercado que fica bem no estacionamento. Nosso guia mandou a gente barganhar e nunca pagar mais da metade do primeiro preço pedido pelos vendedores. As barracas são cheias de artesanato super legal. E mesmo antes da barganha, tudo é barato. Eu ODEIO pechinchar, ainda mais num lugar pobre, onde você percebe que eles realmente precisam vender. Pechinchei mas nem tanto. Agora, vou te dizer ... precisa de uma mega paciência para aturar as práticas dos vendedores. Eu fiquei tão irritada que poderia ter comprado o dobro do que comprei, mas saí de lá antes de matar um deles! Claro que surtei ... depois de barganhar, fechar o preço, dar o dinheiro, o cara nem me dava o que comprei nem o troco! Ficava falando: ao invés do troco leva mais esse elefante! Dianto do não, ele replicava "então esse elefante, essa girafa e esse pratinho". Lá pelas tantas eu dei um berro "NO!! I want by things and my change NOW! hahahaha ... a cara deles ... não deve ir muita paulistana estressada comprar por lá ... Na cidade tem outro mercado bem mais light, onde me diverti mais e comprei mais no dia seguinte. Vale a pena comprar o artesanato que é bem bonito. Comprei cestas, bichos em madeira, "bonecas" em madeira e tecidos.

Voltando a Victoria Falls, o próximo passeio foi o vôo de helicoptero sobre as cataratas. Eu optei pelo passeio de 15 minutos que sobrevoava as cataratas duas vezes (assim você tem uma visão de tudo, independentemente do lado que tenha sentado), e percorria uma parte do Zambezi rio acima e o parque nacional Zambezi (onde você faz safari).




Esse passeio é conhecido como o "Flight of the Angels". O explorador escocês David Livingstone ao avistar as cataratas pela primeira vez teria disso "scenes so lovely must have been gazed upon by angels in their flights". Mais sobre Livingstone você encontra neste post aqui.

Usamos a United Air Charter e o helicoptero era novo e excelente. O André foi sentado na frente junto com a piloto e eu fui atrás com outras duas pessoas (na janelinha, é claro!). Nunca tinha andado de helicoptero e achei super seguro e tranquilo. O visual é impressionante, principalmente do zigzag dos canions após a queda d'água. Eu diria que esse passeio é obrigatório para se ter uma real noção da magnitude da catarata.









Ao final do passeio eles oferecem um vídeo do seu voo. Como tinha uma câmera dentro do helicóptero e eles mostraram uns segundos do filme onde o André aparecia super bem, acabei comprando (US$ 30). Quand0 fomos assistir em casa vimos que eles nos filmaram chegando e entrando no helicóptero, só aqueles segundos do André e o resto era um vídeo pronto do passeio. O vídeo é bom, mas como eu esperava o nosso voo e não um voo qualquer, fiquei um pouco decepcionada.

Vou deixar a terceira forma de visitar as cataratas para outro post. Este acabou ficando muito grande! E a Livingstone Island merece um post detalhado!

Um comentário:

  1. Muito legal seus relatos.
    Bem ecoturismo, né?
    Continuo visitando seu blog, viajando com seus comentários e fotos...
    Obrigada por arrumar um tempinho e fazer um post tão bonito e diferente.
    Bjinhos, Paula K.

    ResponderExcluir